terça-feira, 29 de março de 2016

Felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos.

(Machado de Assis)
Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.


(Mario Quintana)

domingo, 27 de março de 2016

"Por causa de um prego, perdeu-se uma ferradura.

Por causa de uma ferradura, perdeu-se um cavalo.
Por causa de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro.
Por causa de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha.
E assim um reino foi perdido.
Tudo por causa de um prego."


É famosa a história do Rei Ricardo III, que conduzia seu exército para uma batalha contra Henrique, Conde de Richmond, na disputa pela coroa da Inglaterra. No calor da batalha, ele precisou disparar para aglutinar parte do exército que estava debandando, quando seu cavalo perdeu uma ferradura e caiu. Depois levantou-se e fugiu, deixando Ricardo a pé e gritando: “um cavalo, meu reino por um cavalo”. Pois é, consta que isso aconteceu porque o ferreiro, irresponsavelmente, achou que um prego a menos por ferradura não faria mal, e ele economizaria pregos, em falta durante a guerra. Por causa de um prego perdeu-se a ferradura, o cavalo, a batalha, o reino.

Alpes italianos

   
 Nos Alpes italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para a produção de vinho.

     Uma vez por ano, lá ocorria uma festa para comemorar o sucesso da colheita.

     A tradição exigia que nessa festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa de seu melhor vinho para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central.

     Entretanto, um dos moradores pensou:
     "Por que deverei eu levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei uma d'água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta".

     Assim pensou e assim o fez.

     No auge das comemorações, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para pegar uma porção daquele vinho cuja fama estendia-se além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão.

     Daquele barril apenas saiu água.

     Como isso aconteceu? Foi porque todos pensaram como aquele morador:
     "Ausência da minha parte não fará falta!".

     Nós somos muitas vezes conduzidos a pensar:
    "Tantas pessoas existem neste mundo que, se eu não fizer a minha parte, isso não terá importância."


     O que aconteceria com o mundo se todos pensassem assim?

sábado, 26 de março de 2016


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!


Mário Quintana

Escritor

Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.

(autor desconhecido por mim)